domingo, 5 de junho de 2016

Cultivar conhecimento não é perda de tempo: é investimento






Quantos livros você tem lido por mês? Por acaso você costuma participar de palestras “in loco” ou “on line”? Tem frequentado um teatro ou participado de simpósios nos temas da sua área ou qualquer outra atividade cultural? Está fazendo alguma faculdade ou curso de pós graduação?

Pois é, eu questiono todos estes tópicos, para verificar qual é a parcela de tempo  e investimento financeiro que você dedica para aumentar e  aperfeiçoar os seus conhecimentos. Há pessoas que tem uma visão limitada no que tange a garimpar conhecimento. Parece que são vendadas por paradigmas errôneos, de que não vale a pena investir em conhecimento: é perda de tempo e de dinheiro. Na verdade esta é uma visão completamente errada da vida, pois o investimento em conhecimento  é que vai nos fazer crescer permanentemente do ponto de vista pessoal e profissional.

Estamos na era do conhecimento, dizem os atuais gurus da administração que quem tem conhecimento, também tem poder. Mas que poder seria esse? No meu ponto de vista seria o poder de mudar a si mesmo através de uma visão mais ampla da vida, bem como influenciar ou entusiasmar as outras pessoas para o caminho do estudo e do conhecimento.

Você pode ganhar um carro, uma imóvel, uma herança, mas ninguém pode dar a você conhecimento, a vontade de aprender tem que partir de você mesmo. E isto é,  em qualquer época, qualquer idade,  podemos elevar o nosso nível de conhecimento sobre qualquer área de estudo. O importante é estar sempre desperto para  obter conhecimento, pesquisar, indagar, ler livros, jornais ou artigos da internet e sempre refletir  sobre a   leitura, o que você ouve, ou sobre o que as pessoas falam para você. Todos os dias são oportunidades para que a gente possa aprender, até mesmo com as pessoas  por vezes tem um menor grau de cultura. 

Muitas pessoas podem não ter um “canudo”, mas tem experiência de vida ou uma sabedoria que vai melhorar ainda mais os seus conhecimentos. O importante é você ter uma mente aberta, sem dogmas de religião ou qualquer outra paradigma limitante, pois para criticar alguma coisa, em primeiro lugar, você tem que estudar e conhecer realmente aquele determinado assunto. Tem muita gente que emite uma opinião e “chuta a bola para muito longe do gol”, pois na realidade elas foram orientadas pela visão dos jornais, da televisão, de blogs mau intencionados, dogmas e visão limitada da vida. Com a miopia existencial,  decorrente da falta de conhecimento, essas pessoas se arvoram de que aquele determinado lado da situação é a mais pura verdade.

São pessoas que estão com olhos vendados pela ideologia de um partido politico, os  falsos profetas ou  pregadores de religião,  e toda sorte de "malandros" que através de uma boa labia,  fazem estas pessoas acreditarem  no que eles artilosamente apregoam como a mais absoluta verdade. Eis ai o grande perigo das pessoas  que não agregam  a pratica constante do conhecimento em suas vidas

Cultivar o conhecimento vai fazer com que você saia do “mito da caverna” de Platão, pois o conhecimento é a luz que iluminará o  seu caminho em direção a uma vida mais plena e feliz. Ter conhecimento é  subir na vida com mérito, pois ninguém poderá tirar o conhecimento que você adquiriu, ele é somente seu, embora você possa compartilhar este conhecimento. Podem tirar de você os seus bens, sua casa ou seu carro, contudo nós podemos recomeçar, pois temos um bem que a traça ou a ferrugem nunca vão consumir: o  conhecimento.

Como disse o Steve Jobs: “stay hungry ,stay folish”, ou em português, “continue faminto, continue tolo”. Significa que nunca devemos perder  a fome por conhecimento e ao mesmo tempo sermos tão tolos  a ponto de questionar o mundo em que vivemos para aprender cada vez mais e obter este valioso bem, que é imaterial, mas tem um valor imprescindível para vencermos na vida e sermos pessoas de sucesso, na área pessoal ou profissional: o conhecimento.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sem dor, Sem ganho (No pain, no gain)





Você sabe qual é a diferença entre comprometimento e envolvimento?

Há uma velha fabula que nos exemplica esta diferença de uma forma bastante clara:  “Quando vamos a  uma  barraca de  sanduiches,  podemos pedir, por exemplo um pão com bacon e ovo. No processo de produção do sanduiche houve a participação de pelo menos dois animais: a galinha e o porco.

A galinha participou na   produção do sanduiche com o ovo e o porco entrou no processo  com o bacon. Se formos pensar,  vamos perceber que a galinha estava envolvida no processo, pois forneceu somente o ovo, mas o porco que ofereceu o bacon estava comprometido com o processo, visto que abriu mão de uma parte de seu corpo para entregar o bacon”.

Claro que é apenas uma fabula,  ninguém vai querer arrancar uma parte de seu corpo para sinalizar que realmente está comprometido com alguma coisa, contudo se traçarmos um paralelo com a história, vamos perceber que há uma distância significativa entre você estar envolvido ou comprometido com um projeto.

Se você pretender passar em um concurso, realizar algum empreendimento, perder peso, comprar um carro, ou malhar firme para ter um corpo atlético, naturalmente  tem que haver comprometimento.

Neste mesmo raciocínio,  se você quiser realmente fazer a diferença na sua vida profissional, através de uma faculdade ou qualquer outro curso de pos graduação, torna-se imprescindível que você vá além do que oferece aquela Instituição de ensino. É preciso pesquisar nas fontes disponíveis na internet , comprar mais livros na área, participar de congressos, frequentar grupos de debates, prestar atenção nas aulas , sempre tirar duvidas com os professores,  e outras ações que certamente  demandarão o  seu comprometimento durante todos os dias, inclusive nos sábados e domingos.

Temos que colocar nas nossas mentes e corações que não existe mérito ou sucesso, se permanecermos  na zona de conforto. É preciso um esforço diário e constante na direção dos objetivos almejados .   O problema é que  boa parte das pessoas, não se esforça e quando percebe  que o companheiro ao lado está  conseguindo  ter sucesso , acham que é devido à sorte ou que  estes companheiros foram beneficiados pelas circunstâncias da vida.

Com certeza, elas nem imaginam o que estas pessoas fizeram para chegar ao pico da montanha  do sucesso. Foram sacrifícios feitos  nos finais de semana, estudando sem poder sair para curtir uma balada, horas de descanso que foram  substituídas por trabalho duro e intenso, abriram mão de um carro ou qualquer outro bem, para poder pagar uma faculdade ou curso de pós graduação, investiram em cursos “on line”  na internet,  frequentam seminários  ou palestras para aumentar os seus conhecimentos, arrumaram tempo para estudar outras línguas e tantas outras alternativas que  coroaram de êxito as  suas realizações.

Pois é como sempre eu falo: não existem vitorias expressivas sem esforço individual, não tem como vencer na vida, apenas olhando o tempo  passar, sem tomar inciativas e suar para estar aonde você quer chegar.  Não há outro caminho senão o comprometimento com tudo que você quer alcançar na sua vida, pode ser  na esfera profissional ou pessoal.

O que você prefere?  Ter uma dor intensa durante um certo período, pois você terá que se sacrificar para conseguir o que deseja ou permanecer na zona de conforto e viver aquela vida do “mais ou menos”?


Pense nisso  e reflita: “Sem dor, Sem ganho”.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Qual é o grande negócio das nossas vidas?



A maioria das pessoas passam o maior tempo da vida, sem saber realmente o que elas estão procurando. Elas sentem-se felizes por alguns momentos, mas na maioria das vezes, apresentam um clima de insatisfação, mesmo que tenham conseguido alcançar os seus objetivos, principalmente na área financeira. Pois é, dizem que a felicidade não é ser rico, mas por outro lado, as pessoas também falam que dinheiro não traz felicidade, mas bem que ajuda, não é mesmo?

Na realidade a gente não se dá conta, mas a vida é curta, e o tempo é um dos recursos mais escassos que nós temos, então temos que aprender a otimizar o nosso tempo da melhor maneira possível. Dizem também por aí, que quem vive matando o tempo não é um “assassino”, porém é um  “suicida”, pois deveria dar  maior valor possível para o seu tempo. Mas como aproveitar o tempo que temos a nossa disposição? No meu humilde entendimento seria procurar a cada dia se reinventar, sair da zona de conforto.

A primeiro passo é  internalizar em nossas mentes e corações,  o fato de que  nossos nomes provavelmente serão esquecidos e com o tempo, também ninguém se lembrará de nossas obras.  Nossas vidas vão passar como nuvens no tempo, bem como “tudo passa”, seja os nossos sofrimentos, nossas derrotas ou vitórias.

O segundo  passo  é  aonde nós estamos colocando  as  nossas crenças e valores. Temos que acreditar em algo maior, que oriente os nossos pensamentos e ações, enfim,   uma razão pela qual nós devemos lutar por nossas idéias,  ser éticos, saber que a vez  das pessoas começa onde termina os nossos direitos.

O terceiro passo é a coerência entre o que dizemos e fazemos, é a paz de consciência. Há um ditado popular que diz o seguinte: o melhor travesseiro para que nós possamos dormir é o da “consciência tranquila”. Saber que você está fazendo a sua parte para que o mundo seja melhor. Procurar todos os dias construir  o  legado de uma vida honesta e exemplar para ser lembrado como um exemplo a ser seguido  pelas pessoas.

O quarto passo  é cultivar uma mente equilibrada e cuidar do corpo.  “Mens sana in corpore sano”. Devemos lembrar que o nosso corpo é a única casa em que vamos viver até o último momento, ou seja, não tem como mudar de residência, logo é sempre bom fazer uma dieta e  a constante pratica de exercícios físicos. Por outro lado cuidar da mente é  se livrar dos “paradigmas limitantes”. Retire de sua   mente estas três frases: “Eu não posso”; Porque você é assim”; Quando melhorar eu começo”.  São frases que entram na sua mente e criam raízes que podem ser muito difíceis depois para  arrancar, pois começam a criar  problemas e obstáculos  que parecem instransponíveis de serem ultrapassados ou resolvidos.

O quinto passo é cuidar do coração,  aprender a perdoar as pessoas e não ser muito exigente consigo mesmo. Permita-se errar, cuidado com a auto punição, lembre-se que você também é um ser humano sujeito a errar como todas outras pessoas. Procure não nutrir magoa das pessoas, tenha um coração leve, cultive a simplicidade, seja uma pessoa que gosta do dialogo, nem sempre a gente pode ganhar tudo, às  vezes é  necessário perder um pouco para ganhar  lá na frente.

Enfim, o grande negócio de nossas vidas é aprender a viver com maturidade, valorizar  cada minuto que passa, cultivar a generosidade e fazer uma escala de   valores  como um verdadeiro guia para nortear as nossas  ações do cotidiano.

Como diz o Rei Roberto Carlos: “E preciso saber viver”.     




quarta-feira, 18 de maio de 2016

Você sabe realmente quem é você de verdade?




Prezado leitor (a), o titulo do presente artigo nos leva a um questionamento: Quem  realmente  acho que eu sou, ou será que eu me conheço de verdade? Na mitologia grega há um   personagem chamado “Medusa”. Era um monstro do sexo feminino,  decapitada pelo herói  Perseu, que utilizou posteriormente a sua cabeça como arma, até dá-la a Deusa Atena, que a colocou em seu escudo. A maldição da Medusa era a seguinte:  quem quer que olhasse  para ela, seria transformado imediatamente em pedra.

Traçando um paralelo com a fabula  da “Medusa”,  muitos de nós temos medo de olhar para o nosso interior, pois corremos o risco de permanecer petrificado ao constatar  os nossos defeitos e o egoísmo, que ainda insiste  em permanecer como uma erva daninha no nosso mundo interior.

Conhece-te a ti mesmo, uma frase celebre proferida pelo sábio grego Sócrates, há mais de 2000 anos atrás reflete a necessidade de que façamos um esforço diário no sentido de olhar para dentro de nós e  consultar a nossa consciência sobre  como nós estamos nos comportando diariamente.

Será que eu tenho sido um bom pai, mãe, filho e um profissional realmente competente? Onde realmente estão  os meus valores? Em que eu tenho pensado com mais intensidade? Estas e mais questões é que nós devemos cotidianamente responder para nós mesmos. O problema é que vivemos a vida das outras pessoas, quando nós deveríamos focar em nossas próprias vidas. A vida do outro importa para mim, mais do que a minha própria vida. Prestamos atenção ao que os outros estão fazendo, julgamos os outros e esquecemos que o nosso principal papel para encontrar a felicidade e vencer na vida tem que partir  da superação de nossas limitações e defeitos.

Pode ser difícil, mas temos que iniciar uma reforma interior, uma faxina em nossas  dependências do nosso próprio “eu”, e somente nós poderemos fazer isso, ninguém mais poderá realizar isto por nós. Se quisermos sair do “mesmice da mediocridade”, não há outro caminho, senão trabalhar  nosso interior, com a finalidade de efetuar as mudanças necessárias para corrigir os nossos próprios  instintos inferiores.

Há pessoas que passam pela vida sem conhecerem a si próprias, vivem  no “automático”, e não param para refletir sobre a vida, vivem a vida como se  fossem eternas, mas ai o tempo passa, e a peso da idade chega, com as cobranças necessárias,  para lembrar a pessoa que ela precisa aprender pelo “amor” ou pela “dor”, as verdadeiras lições da vida.

Vamos para pensar e refletir: Você sabe quem é você de verdade ? 

domingo, 15 de maio de 2016

Autorresponsabilidade: Quem é o responsável pelas suas ações?









Prezado (a), leitor, eu inicio  este artigo com o seguinte questionamento para sua reflexão diária: Quem é o responsável pelas suas ações? Creio que a maioria vai me responder naturalmente que são elas mesmas, as  responsáveis pelas ações que elas tomaram  em todos os momentos da vida delas.

Agora eu tenho um outro questionamento: Quem é o responsável pelo que acontece a você, seja uma boa ou má consequência na vida? Acho que neste caso, uma boa parte das pessoas vai dizer que a  culpa pelo que acontece com elas, no caso de uma frustação ou derrota, é culpa das circunstâncias ou das outras pessoas, ou seja, elas argumentarão que a culpa é do marido ou esposa, do filho, do Governo, etc...

Contudo nem sempre elas dirão que erraram ao praticar as  ações ou se omitiram, quando era para agir e evitar aquela determinada frustação ou  momento inoportuno ou infeliz. O que eu quero dizer é o seguinte: Se você é o único responsável pelas suas ações, logo o que acontece a você, também é sua culpa.

Sei que é fácil de entender, mas é difícil  na pratica, este é um habito diário que tem que ser cultivado, que é internalizar  a tarefa de reconhecer sempre que o que aconteceu a você,  é o resultado de suas ações no passado e o que vai te acontecer  no futuro é simplesmente a soma das suas ações no presente. O passado serve para que você aprenda com os possíveis erros e não torne a incidir nas mesmas atitudes que levarão você a passar por momentos infelizes.

O que temos que compreender é o seguinte: não existe destino pronto, o caminho é você quem faz caminhando na vida através dos seus pensamentos, atitudes e ações. Se você está se preparando para um concurso, não vai fazer nenhum efeito se ficar ansioso ou desanimado pelo numero de candidatos, o que você tem que fazer é se dedicar ao máximo, dar  tudo de si, enquanto estiver se preparando, pois é  pensando positivo e agindo na direção certa com disciplina que as coisas boas vão acontecer na sua vida.

O pensamento positivo, ir à Igreja, consultar os búzios, rezar com fé, com certeza vai adiantar, mas temos que nos lembrar que a maior parte do resultado compete à você, através de suas ações, ou seja, pense positivamente, acredite, aja certo, tenha disciplina e perseverança  na conquista dos seus objetivos. Lembre-se sempre que você é o único responsável pela que te acontece, cultive a AUTORRESPONSABILIDADE.


Um abraço, e até outro post...

sábado, 14 de maio de 2016

Está tranquilo, está favorável. O perigo de permanecer na zona de conforto





Prezado leitor (a), há uma fabula que versa sobre o sapo na panela, que traduz essencialmente a resistência que por muitas vezes nós criamos às mudanças que devem ser feitas em nossas vidas. Este comportamento é inerente ao ser humano:   permanecer sempre na zona de conforto, pois na realidade, a mudança é sempre o  desafio de se adaptar à novas regras, circunstâncias e situações da vida.

 A fabula do sapo na panela:

“Conta a lenda que um sapo foi colocado em uma panela com a mesma água fria da sua lagoa e com o fogo aceso, a água aquecia gradativamente na panela e o sapo gostava daquela sensação e nem pensava em pular da panela, ficava ali paradinho só curtindo. 
O sapo não reagia ao gradual aumento da temperatura da água e o final todos já sabem, a água ferveu e o sapo morreu ali mesmo, dentro da panela.

Entretanto, ao pegar outro sapo da mesma lagoa e escaldá-lo, ou seja, jogá-lo na panela já com a água da lagoa fervida, ele reagiu imediatamente saltando para fora da panela e dessa forma, preservando sua vida, apesar de algumas queimaduras causadas pelo breve contato com a água fervida.”

Ai está o nosso problema na vida:  quase sempre reclamamos do Governo, da nossa família, do filho, do esposa ou esposa, mas sempre esquecemos que nós somos os culpados pela situação em que  estamos atualmente.

 Na realidade você é o que você fez  no passado com suas escolhas, ações e atitudes e será no futuro o que  está plantando no presente. Nós reclamamos de uma situação, mas no geral, não fazemos absolutamente nada para sair daquela determinada situação indesejável.

Então nós fazemos como o sapo na panela, pois nos acomodamos com aquela situação e esperamos a temperatura aumentar, até que tomamos uma atitude mais já é tarde, pois um tempo precioso de nossas vidas já terá passado. Por vezes, algumas pessoas passam o tempo todo,   para tomar uma atitude em suas vidas para resolver um problema que as aflige, mas preferem ficar na zona de conforto, mesmo tendo que passar por situações infelizes.

O problema é que a vida passa e quando se olha para trás, pode-se constatar o quanto teria sido melhor se uma ação ou atitude fosse tomada na hora certa e com a intensidade necessária para que fosse eliminado o problema ou a circunstância indesejada. São muitos casamentos que não passam do “mais ou menos”, permanecer em um emprego, onde se ganha pouco ou que não era o emprego ideal onde a pessoa realmente queria ficar, estar em uma faculdade que não satisfaz os sonhos daquela pessoa ou permanecer em um ambiente que não se quer para não desagradar  a esposa ou esposo, e outras  circunstâncias  que são infelizes do ponto de vista de quem está vivenciando  aquela situação.

Nunca é tarde para se reagir diante de  algo que você considera indesejável, mas não demore muito tempo, pois a vida é curta, e quanto mais você demora para resolver um situação indesejável, o  problema pode aumentar ainda mais de tamanho. Então não fique esperando a água ficar tão quente, como o sapo da panela, pois a água pode ferver, e ai será tarde demais.

domingo, 8 de maio de 2016

Emprego formal pode até não ter, mas trabalho informal é o que não falta



Prezados leitores,  muitos podem não concordar com o titulo deste artigo, mas  na minha singela e humilde opinião,  esta é a realidade de um grande numero de brasileiros que estão ganhando o seu pão de cada dia, no trabalho informal.  E posso falar,  que esta significativa parcela da população brasileira consegue aliar o trabalho informal à  ousadia, criatividade, talento e marketing pessoal.

Na quinta feira passada pude ver um destes brasileiros, que com sua disposição, alegria e sorriso farto consegue consquistar os seus clientes diariamente, e além disto,  ainda vende um produto bem feito e de boa qualidade. Estou falando simplesmente do vendedor de amendoim, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro,  chamado   “Marcelinho do Amendoim”.

Estava tomando um chopp  em um barzinho no centro da cidade, acompanhado de minha esposa e amigas, quando  observei o nosso amigo Marcelinho do Amendoim  vendendo amendoim para fregueses  na mesa ao lado da minha.  A abordagem  ao pessoal da mesa foi diferente dos outros vendedores de  amendoim ou outros produtos oferecidos pelos outros trabalhadores informais. Eu não sei se ele estudou  técnicas de marketing, mas soube aplicar na pratica os princípios basilares desta que é a ciência  de saber conquistar os clientes e valorizar o seu produto no mercado.

Pois é, o titulo deste artigo é “emprego pode até não ter, mas trabalho é que não falta”, isto é, com o agravamento da crise, e consequente falta do  emprego formal , simplesmente nós temos que aprender na marra, a nos virarmos nos “trinta”. Tudo bem que temos que perseguir o emprego formal, com carteira assinada, mas se olharmos para fora da caverna da limitação que por tantas vezes,  torna o nosso horizonte limitado, podemos pensar um pouco e vislumbrar numerosas oportunidades no emprego informal.

Estamos na era digital, há varias oportunidades no mundo virtual para tentarmos um jeito de driblar a crise. O nosso amigo   Marcelinho do Amendoim  aproveitando a tecnologia, vende os seus amendoins também através da  maquina de debito, o que já pode se constituir em um diferencial perante os seus concorrentes.

Cito aqui um pensamento de um renomado palestrante  chamado Roberto  Shinyashiki :  “Quem quer arruma um jeito, não uma desculpa”. Não adianta ficar em casa reclamando da vida, pois o mercado formal ou informal não vai até a sua casa te oferecer um emprego ou uma oportunidade de trabalho. Temos que realmente ir a luta, e colocar a nossa confiança, garra e força de vontade para criar as oportunidades  que o mercado nos oferece.

A cada dia que passa, no Brasil, cada vez mais  pessoas  se tornam empreendedores individuais. Segundo a pesquisa "Global Entrepreneurship Monitor", 34 em cada 100 brasileiros adultos (ou seja, com idades entre 18 e 64 anos) possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. Há dez anos eram 23%. Este dado somente comprova que   devemos ampliar a nossa visão e explorar alternativas nos dois lados da moeda: o trabalho formal e o trabalho informal mesclado com o empreendedorismo.  

Eu tenho certeza que  brasileiros como o Marcelinho do Amendoim é que fazem a diferença nesta Nação, ou seja, não  são  de programas governamentais, como  os “auxílios-tudo”, que o Povo necessita. Há um velho ditado que diz o seguinte também:  “Dê o peixe, mas depois ensine a pescar”. Uma grande  nação é feita de educação e incentivo ao empreendedorismo.